segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cheguei, mas vou partir.

Não escrevo faz tempo, pelo menos aqui. Ando francamente embrulhado no corrupio do desejo. Sim, do desejo, um desejo de esclarecimento, o alento, o sentimento, algo que colmate esta ânsia frenética de atingir a calma existente no silêncio da alma. Palavras vulgares, talvez até carentes de uma articulação inteligente. Para ti! Para mim, são apenas palavras de um caminho. Sinto um certo cansaço, penso eu que, proveniente do meu desenquadramento pessoal. É uma corrida contra o tempo, em busca da auto-realização perdida na banalidade da minha convicção de sucesso. A vontade patente no sorriso armadilhado de vontade intrínseca ao jeito de dentes cerrados, descarta a carta selada que chega com o “pseudo” sentimento de satisfação do objectivo alcançado. Simplesmente parto, parto em busca de mais, sem me deliciar com o momento, espaço realização, é sugado pelo buraco negro da exigência.
Mais uma vez, vou partir!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nos últimos meses observo-te e vejo o quanto diferente estás, a luta pela sobrevivência é praticamente diária, traduzindo a minha angustia de saber que te vou perder. Juntamente contigo irá uma parte de mim e só agora dou conta do sofrimento que me vai ser infligido, quando realmente já sabia à partida qual seria o desfecho. Relembro perfeitamente o dia em que chegaste, dia 3 de Agosto do ano 2000, eu era um miúdo controverso e tu vinhas envolto num laçarote de seda encarnado, tal e qual como nos filmes.
Sei que nas primeiras duas noites desci silenciosamente do meu quarto e não te deixei dormir sozinho, “choravas” continuamente e eu não suportava, não por me enraivecer, mas por teres despertado um sentimento alheio aos que estava acostumado, que me fazia sentir bem e que queria partilhar contigo.
Foi desde ai que começou, ligação forte de sentido crescente com um expoente que marcou. Eras jovem, potente, vistoso, protector e portador de um amor e lealdade incondicional. Desabafámos e lamentámos a vida juntos, foste o receptor dos meus abraços mais sentidos, dos meus suspiros mais profundos, sem nunca rejeitares nenhum. Exactamente no dia 3 de Agosto de 2011, Custa-me olhar para ti, vejo-te no fio da navalha, o teu olhar é intenso e eu entendo-o sem necessitar de uma explicação, deito-te no meu colo como tantas outras vezes o fiz, encosto a minha cara na tua, sinto o teu bafo morno e frágil a esvanecer gradualmente, enquanto te injectam a poção que te irá oferecer o descanso, e eu, esforçando-me para conter a lágrima que teima em cair, que tu lambes em jeito de despedida, agradeço-te em pensamento e quero que a tua, minha, nossa recordação seja selada com o silêncio compreendido de tudo o que de bom passámos juntos.

Até um dia.
Marcaste uma fase.

Obrigado.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O tempo está todo fudido, em crise existencial... deve ser em solidariedade comigo...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dou por mim, e tenho a pistola apontada à tua cabeça, à do outro e daquele, bem ao jeito de um lunático psicótico, cobrando aquilo que talvez não devesse cobrar. Ao ligeiro suspiro de mágoa por tal injustiça, eu não quero saber, pressiono o gatilho que solta o cão, e ouves o disparo de sentimentos vendados, trespassa-te e esvais-te em dor de um arrependimento que não existe, talvez porque simplesmente não o fizeste, e eu contínuo sem querer saber. Porque o que me consome é desmedido e superior ao benefício da dúvida que consigo oferecer, a esperança de encontrar alguém leal já não suplanta o risco do desgosto. A visão está turva, plantam-nos e plantamos a semente da desconfiança que regamos uns aos outros, e esperamos que floresça de sorriso esbatido na cara, jardineiros de merda, literalmente.
Somos nós mesmos a erva de aninha do suposto jardim do Eden.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A caminho...

Um dia olharei para trás, hei-de sentir o que é ter um passado agregado a uma vida, hei-de visualizar os meus actos, ver que nada foram decisões correctas ou tão pouco erradas, foram apenas decisões, que tudo é um pouco de nada, e nada pode ser o suficiente.