Hoje é daqueles dias, que não ris, que não choras. Simplesmente trancas a cara e esperas que ninguém fale contigo. Estou cinzento e o tempo ao que parece, por simpatia ou não, também o está. Por mais rodeado de gente que esteja, sinto-me sozinho, melancólico, tanto, que o que quero mesmo é estar bem no centro do nada. Olho para o horizonte e só vejo 10 cm em frente, sinto que corro à velocidade de gatinhar e que o futuro se assemelha à graciosidade de algo que por tão feio, inverteu a curva e se tornou um cómico irónico.
Dou por mim a sentir que podia ser levado, ou que podia tornar-me útil e utilizar-me como kamikaze contra a Assembleia ou assim.
Que merdice aglutinada que para aqui vai, nos olhos que o espelho vê, parece ainda pior. Estou zangado com o mundo ou com grande parte dele. Falta de empatia com as pessoas ou com atitudes. Realmente, deveria cortar um dedo por cada insinuação destas, que a quem lê, me faz julgar como sendo presunçoso, julguem, pouco me interessa, tal como eu pouco vos interesso, aliás, não é isto que fazemos aqui, ignorar uns e outros?
Mas não consigo parar de acreditar, sou um crente nas pessoas, já o disse antes.
E há sempre alguém que, pela boa disposição, me consegue provar que vale a pena.
Olá coisa gira, tudo bem?
Tudo e consigo?
Também, hoje está um dia lindo.
Ai sim? Então, mas está tão cinzento.
Mas está fresquinho, é um dia bom para as gordas.
Obrigado à minha vizinha, que me elucidou sobre as condições ideais para o Habitat das gordas aumentando o meu poder de argumentação, com dados verídicos, para alguma eventual discussão sobre gordas e, por me ter feito sorrir.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Emocionalmente,
sou pouco inteligente. Prefiro assim, inteligência é racionalidade e a emoção deve
ser exactamente a sua antítese. A emoção é o que é, sentida e vivida naquele
instante em que o tempo pára e nos apercebemos de cada arrepio a percorrer o
corpo, o momento que solta, que desperta e se torna eterno, segundos com ADN do
tempo no momento, que guardam em si milhares de páginas para escrever.
A
ausência da inteligência emocional leva-me à prisão do passado de casos mal
acabados com futuros pensados e de momentos registados. Mas não quero saber, prefiro
assim. Esses pedaços sou eu, compõem-me e apaixonam-me ainda mais, após o
momento de descompostura, sinto-me mais eu.
Já
sou racional o suficiente, já articulo e deambulo por pensamentos
suficientemente elaborados no dia a dia que me leve a permitir a mim mesmo, dar aso à emoção e compreender
a evolução dos acontecimentos, como eles realmente são. É aí que me vislumbro, não por mais, nem por
menos, simplesmente por aquilo que sou e que gosto de ser, sem me pautar por ninguém,
sinto e observo ou observo e sinto..
Pelo
que fui e pelo que irei ser, o que sou agora, só eu sei e assim será até que
sinta o suficiente sem ter que pensar o que sou.
Hei-de
sentir tanto e tanto, hei-de de me desiludir e de sorrir ainda mais, hei-de
sentir tanto que simplesmente não terei de pensar o que sou, porque
simplesmente sou o que sinto.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Procuro o sentido dos receios, mergulho em mim e sigo o
sentido, sentindo. A falta de harmonia presente no caminho que percorro esta
contada nas viagens ao inconsciente,
medos lógicos perpetuados ao longo de anos e vidas, o desenlace do nó
cego é saboroso e solta a sensibilidade de sentir a brisa que até ali existe.
Vou de viagem em viagem, com um peso que não é transportável na bagagem e volto
de viagem em viagem com o sentimento de simplicidade complexa que assimila o
aqui e o agora. Leio pelos detalhes, pelas entrelinhas dos acontecimentos a
incapacidade de gritar ao mundo aquilo que foi e já não é. Junto com o meu
silêncio troco palavras de ironia que pintam sorrisos transparentes daquilo que
consegui demonstrar ser. Tão pouco necessito de jogos sem fronteiras que
carreguem besteiras aos olhos de quem não precisa sequer de ver. Consigo
compreender a própria compreensão, consigo tolerar a própria tolerância, até
consigo aceitar a aceitação, desde que elas sejam isso mesmo, com coragem de
ser aquilo que são. Não importa o que me digam ou disseram, em contrapartida do
que senti, admiro que se projecte a verdade, desprezo o algoritmo da omissão com
o fundamento da protecção sentimental.
Consigo sorrir para alguém de quem “tem”, “teve” ou “terá”
aquilo que por erro pensei ser só ”meu”.
Chego de viagem e percebo o medo, o medo da solidão que
tenho e que está presente no campo verde onde estivera, campo de horizontes
cheios e medos vazios. O horizonte assusta por a enormidade, de eu querer todo
o futuro e a sua ambição na ponta do presente, até que se entende a estrutura
da construção do agora, sem projecções sem omissões ou promessas que prendam
corações à dormência das emoções voláteis. Mas mais grave que projectar
sensações a alguém, é esse alguém deixar sentir-se projectado por sensações
pouco ecológicas. Utópicas para uns, sentidas para outros, um mapa composto por
crenças fortemente ligadas à dependência de quem gosta profundamente,
certamente se dará mal com um mapa de crenças estreitamente ligadas à paixão
ardente que se apaga com a falta de oxigénio. Pouco importa porque tudo faz
parte, pouco importa o que é feito por quem nos faz, o que importa é o que nós
fazemos, por quem fazemos. O caminho faz-se caminhando, e o momento constrói-se
com o eu a seu tempo, no seu momento, pedacinho por pedacinho sem a pressa de
ver a projecção da situação ideal presente da caracterização interna que
contemplamos. Calma nessa hora, a poesia na magia de ser-mos quem somos ao
tempo que crescemos, projecta os momentos adequados para chegar ao nível de
excelência que idealizamos para nós, sem pressa, apenas com compreensão,
tolerância e aceitação, mais por nós do que pelos outros. Nós não somos o que
nos fazem, tornamo-nos o que nos deixamos sentir pelo que foi feito.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Perfeito...Apesar da ausência da surpresa, pois sabes de cor todas as minhas favoritas, adoro quando me surpreendes.
Posso comer já? Vá lá, vamos ali, sobre aquele ponto, aquele que tem a vista maravilhosa, lá podemos deliciar-nos com elas. O nosso corpo vai certamente relaxar a cada trinca que vamos dando, uma após a outra, vamos ficando cada vez mais envolvidos.
Podemos fazer isto de forma ainda melhor, não achas? Pois tudo é maravilhoso e há sempre mais para aprender a cada trinca, para isso, basta confiar-mos na nossa mente inconsciente e simplesmente deixares-te levar pelo sabor.
Enquanto os sabores surgem, trazem com eles sentimentos, que vão e vêm. Escolhe-os, mas apenas aqueles, em que o teu comportamento melhora, sente-os... isso...sente-os, como se fosse a melhor sensação do mundo e depois, quando estiveres no clímax dessa sensação, pára, pára o tempo e sente o quanto bom é! E guarda o momento dentro de ti, para ti.
Este é o jeito, mais cedo ou mais tarde, vais entender, que enquanto olhas para mim, só te vai apetecer comer gomas, queres começar agora, ou daqui a pouco?
Consegues imaginar esta situação...num lugar onde todo o tempo, toda a energia e toda a razão, nem sequer existiam. Um tempo sem muros onde não há como dizer não ás gomas. O Horizonte do inconsciente, diz-te para comeres gomas, ou a goma come-te.
Os dois jovens homens e mulheres, eles são loucos por gomas, mas entraram em jejum.
Posso comer já? Vá lá, vamos ali, sobre aquele ponto, aquele que tem a vista maravilhosa, lá podemos deliciar-nos com elas. O nosso corpo vai certamente relaxar a cada trinca que vamos dando, uma após a outra, vamos ficando cada vez mais envolvidos.
Podemos fazer isto de forma ainda melhor, não achas? Pois tudo é maravilhoso e há sempre mais para aprender a cada trinca, para isso, basta confiar-mos na nossa mente inconsciente e simplesmente deixares-te levar pelo sabor.
Enquanto os sabores surgem, trazem com eles sentimentos, que vão e vêm. Escolhe-os, mas apenas aqueles, em que o teu comportamento melhora, sente-os... isso...sente-os, como se fosse a melhor sensação do mundo e depois, quando estiveres no clímax dessa sensação, pára, pára o tempo e sente o quanto bom é! E guarda o momento dentro de ti, para ti.
Este é o jeito, mais cedo ou mais tarde, vais entender, que enquanto olhas para mim, só te vai apetecer comer gomas, queres começar agora, ou daqui a pouco?
Consegues imaginar esta situação...num lugar onde todo o tempo, toda a energia e toda a razão, nem sequer existiam. Um tempo sem muros onde não há como dizer não ás gomas. O Horizonte do inconsciente, diz-te para comeres gomas, ou a goma come-te.
Os dois jovens homens e mulheres, eles são loucos por gomas, mas entraram em jejum.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Faz mais de um ano que não escrevo, e mais outro que por aqui ando, no jardim à beira mal plantado.
Uma espécie de resumo, de apanhado, do denso, doce e agudo capítulo
que foi este último.
Muitos dias, muitas
sensações, muitos estados, cresci, evoluí, sou mais eu.
Um dia que não é dia, não se sente, não se sorri, a brisa
não toca e o calor não trespassa os corpos. Existem momentos que são prefixos
do tempo, ocasionais mas, suficientemente doces ou agudos para serem marcantes.
Momentos doces, momentos comuns a criança, que escasseiam
com o galopar da linha que evoluí e nos envelhece, momentos doces, em que o
simples é elaborado o suficiente para ser eterno, tão simples que projectam
sofisticação, que preenchem, que nos alucinam.
Momentos agudos, são momentos pouco desejados, fazem-nos
sentir revoltados e muitas vezes esterilizados, reticentes da própria condição
humana.
Ambos são especiarias que acrescentam à vida terrena o condimento
necessário para que, degustemos a evolução da condição pessoal, da descoberta
do “eu” mais profundo, da alma. Somos seres marcantes, para lá de matéria, somos
pontos de luz, com capacidade de mudar o momento, uma vez, duas vezes, três
vezes, quatro vezes, tantas, que juntas, podem mesmo mudar o mundo. Somos seres
criadores da realidade que nos rodeia e, cada experiência, cada momento, marca
exclusivamente quem somos, cabe-nos a nós optar pela quantidade de excelência
que pretendemos disponibilizar em cada acto.
Olho em redor e é com tristeza que compreendo, compreendo
perfeitamente a sociedade e cada um em particular, que se encontra envolto,
doente, com patologia de “pilo-automático”. Levando-nos muitas vezes a cometer
um salto neurológico sinuoso no processo perceptivo, atalhando o campo do córtex
pré-frontal, directamente para um estado emocional governado pela vontade de saciar
as emoções, sem que as auscultemos.
Somos constantemente bombardeados por azafamas sociais bilaterais, que representam labirintos de quotidianos formais e
informais, repletos de armadilhas que se confundem ou difundem em forma de
gargantilhas, diga-se, gravatas. Pessoas aperaltadas e tão pouco aparentam o
que lhes apoquenta. A falta, o estrangulamento, a ausência de alento, a
dificuldade de colocar na mesa o sustento.
Tal é o frenesim, tal
é o stress acumulado pelas situações macro e micros, inevitavelmente intrínsecas
ao padrão de vida cosmopolita, que nós próprios criámos e que nos castra.
A consciência a ciência, de auscultar aquilo que realmente
somos, para assim, agir em conformidade, está em quarentena. A capacidade e o
discernimento de escutar aquela pequena voz, aquela que, nos sussurra ao ouvido
de mão dada ao peito, aquela que diz quem somos. É difícil, compreendo e vivo
isso, às vezes mais do que desejo. Mas, tento, tento sempre, tento e empenho
sempre mais que ontem e menos que amanhã, colocar em prática aquilo que eu chamo
de, “parar o tempo”. Parar o tempo é um poder nosso, um poder de elevação pessoal,
é mágico, uso-o, ainda não tanto quanto usarei, mas uso e divulgo-o. Para que o
usem, explico-o da melhor forma que sei, pois a sociedade necessita de enormes
dosagens do princípio activo, consciencialização.
Não se vivem dias fáceis, é um
facto, a falta de dinheiro para quem habita no epicentro da sociedade, é uma
lacuna indissociável de uma qualidade de vida aceitável. Não é altruísta
querer-se muito, não é egoísmo, não, é uma necessidade, os padrões que criámos
para acesso a bens básicos é que estão elevados. Fazem sentir-nos frustração,
que é marcada pela dificuldade em alcançar o estereótipo que nos foi cravado a
ferros em criança, e que hoje, ainda tem marcas. Tudo isto dificulta a consciencialização,
é mais a preocupação pela sobrevivência, que propriamente a de dar importância
ao desenvolvimento da excelência pessoal. O País está um local diferente, os
que cá ficam e que têm vontade de lutar, de fazer por si, aqueles que realmente
hipotecam o seu tempo nas horas extras, com a convicção que é assim que o
sucesso se constrói. Esses, à semelhança dos que se vão, encontram toda uma
nova dificuldade a cada dia que passa, com a condicionante de ainda, assistirem
de perto à deterioração do seu País e à volatilidade do seu trajecto. O País
que os viu crescer e que lhes prometeu oportunidades, que os fez acreditar num
conjunto de pressupostos, que se cumpridos, seríamos capazes de atingir uma
qualidade de vida simpática. Hoje, nega-lhes isso mesmo. É necessária uma
mudança, é necessária uma reprogramação para assegurar a manutenção da sanidade
mental. O que era para ser, não é, e o que é, irá certamente deixar de ser.
Sou um crente, sou um crente nas capacidades que carregamos,
na força que transportamos e que conseguimos impor, na flexibilidade e no espírito de sacrifício que possuímos. Somos seres fascinantes, se nos focar-mos
em nós, nos nossos objectivos, sem deixar-mos que algo interfira, o resultado é
a obtenção do delineado. Tenta, falha, tenta de novo, se falhares, muda a
estratégia, puxa o gatilho e tenta de novo, esquiva, salta, defende, ataca e atinge
com fair-play.
Já me abalei várias vezes, umas vezes por força dos meus
actos, outras tantas por força dos meus actos, apesar de, nessas ultimas outras
tantas que referi, a olho nu, facilmente poder atribuir o peso das minhas mágoas
a terceiros. Não, eu prefiro assumir, prefiro exigir mudança a mim, pois somos
nós próprios os capacitados de criar a nossa realidade, pensando-a, dizendo-a e
agindo em concordância. É mais fácil exigir mudança a terceiros, mas sem
dúvida, mais compensador fazê las em nós. Adequar, inovar, instruir, assumir
mudanças ecológicas compostas por capacidades perceptivas mais aguçadas que nos
permitam esquivar de eventuais rasteiras sociais.
Hoje agradeço por tudo, mas, sobretudo por aquilo que, acho
que não tanto mereci ou recebi. São esses momentos, os pseudo julgamentos que
faço de mim próprio, que ao longo destes anos deram chance para o que sou hoje.
Metade de emoção, metade de racionalização, um contrabalançar obtido por
equilíbrio empírico . Foi por provar o amargo, que escorreguei e descobri o
doce e logo a seguir o amargo novamente. Aprendi, o doce somos nós.
Existem pessoas que passam nas nossas vidas, que nos levam e
deixam um pedaço. Existem pessoas que nos conseguem reensinar aquilo que
deixámos de saber sentir. Existem pessoas que vamos sempre lembrar com um
sorriso por mais que doa.
Um obrigado, hoje sou mais e neste ano, muito graças a ti.
Não somos, somos todos, união na perfeição daquilo que
perfaz,
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Cheguei, mas vou partir.
Não escrevo faz tempo, pelo menos aqui. Ando francamente embrulhado no corrupio do desejo. Sim, do desejo, um desejo de esclarecimento, o alento, o sentimento, algo que colmate esta ânsia frenética de atingir a calma existente no silêncio da alma. Palavras vulgares, talvez até carentes de uma articulação inteligente. Para ti! Para mim, são apenas palavras de um caminho. Sinto um certo cansaço, penso eu que, proveniente do meu desenquadramento pessoal. É uma corrida contra o tempo, em busca da auto-realização perdida na banalidade da minha convicção de sucesso. A vontade patente no sorriso armadilhado de vontade intrínseca ao jeito de dentes cerrados, descarta a carta selada que chega com o “pseudo” sentimento de satisfação do objectivo alcançado. Simplesmente parto, parto em busca de mais, sem me deliciar com o momento, espaço realização, é sugado pelo buraco negro da exigência.
Mais uma vez, vou partir!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Nos últimos meses observo-te e vejo o quanto diferente estás, a luta pela sobrevivência é praticamente diária, traduzindo a minha angustia de saber que te vou perder. Juntamente contigo irá uma parte de mim e só agora dou conta do sofrimento que me vai ser infligido, quando realmente já sabia à partida qual seria o desfecho. Relembro perfeitamente o dia em que chegaste , dia 3 de Agosto do ano 2000, eu era um miúdo controverso e tu vinhas envolto num laçarote de seda encarnado, tal e qual como nos filmes.
Sei que nas primeiras duas noite s desci silenciosamente do meu quarto e não te deixei dormir sozinho, “choravas” continuamente e eu não suportava, não por me enraivecer, mas por te res despertado um sentimento alheio aos que estava acostumado, que me fazia sentir bem e que queria partilhar contigo.
Foi desde ai que começou, ligação forte de sentido crescente com um expoente que marcou. Eras jovem, pote nte , vistoso, prote ctor e portador de um amor e lealdade incondicional. Desabafámos e lamentámos a vida juntos, foste o receptor dos meus abraços mais sentidos, dos meus suspiros mais profundos, sem nunca rejeitares nenhum. Exactamente no dia 3 de Agosto de 2011, Custa-me olhar para ti, vejo-te no fio da navalha, o te u olhar é inte nso e eu ente ndo-o sem necessitar de uma explicação, deito-te no meu colo como tantas outras vezes o fiz, encosto a minha cara na tua, sinto o te u bafo morno e frágil a esvanecer gradualmente, enquanto te injectam a poção que te irá oferecer o descanso, e eu, esforçando-me para conte r a lágrima que te ima em cair, que tu lambes em jeito de despedida, agradeço-te em pensamento e quero que a tua, minha, nossa recordação seja selada com o silêncio compreendido de tudo o que de bom passámos juntos.
Até um dia.
Marcaste uma fase.
Obrigado.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Dou por mim, e tenho a pistola apontada à tua cabeça, à do outro e daquele, bem ao jeito de um lunático psicótico, cobrando aquilo que talvez não devesse cobrar. Ao ligeiro suspiro de mágoa por tal injustiça, eu não quero saber, pressiono o gatilho que solta o cão, e ouves o disparo de sentimentos vendados, trespassa-te e esvais-te em dor de um arrependimento que não existe, talvez porque simplesmente não o fizeste, e eu contínuo sem querer saber. Porque o que me consome é desmedido e superior ao benefício da dúvida que consigo oferecer, a esperança de encontrar alguém leal já não suplanta o risco do desgosto. A visão está turva, plantam-nos e plantamos a semente da desconfiança que regamos uns aos outros, e esperamos que floresça de sorriso esbatido na cara, jardineiros de merda, literalmente.
Somos nós mesmos a erva de aninha do suposto jardim do Eden.
terça-feira, 26 de julho de 2011
A caminho...
Um dia olharei para trás, hei-de sentir o que é ter um passado agregado a uma vida, hei-de visualizar os meus actos, ver que nada foram decisões correctas ou tão pouco erradas, foram apenas decisões, que tudo é um pouco de nada, e nada pode ser o suficiente.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Hoje é dia não.
Ninguém nos ensina melhor a lição do que nós mesmos ! A expectativa é representativa de um estado de espírito confuso e frustrante, que nos faz viver apressados, insaciados em busca de um ideal, um melhor imaginário, fruto do constante bombardeamento social, em certos casos o essencial à manutenção da nossa sanidade mental é injectar uma dose de consumismo social.
A procura pelo certo, a fuga ao incerto, gera um “eu” transtornado, abalado pelo insucesso do processo recorrente ao destino pretendido. Percorre e não alcança, luta e não vence, sobrevive e não vive, que apaixona e se magoa.
O desejo de evolução pessoal estimulado pelo sublime impulso de auto-realização deve ser o elo entre o que racionalizamos e o que sentimos. Identificação do real conteúdo que transportamos dentro de nós. Tarefa árdua, morosa mas sem dúvida compensadora. “O Difícil não é chegar aos grandes, mas a nós mesmos” . A identificação da real necessidade, a utilidade da introspecção como ferramenta da evolução treina-nos e torna-nos devotos a uma causa maior, o EU. Não é egocentrismo tão pouco tem de reflectir sedentarismo.
MAS HOJEE....não consigo aplicar nada desta merda.... e apetece-me roer os calhaus da calçada... fodasss.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Oportunismo da Sociedade.

Princesa: Sr. Sapo, é verdade que se lhe der um beijinho, se transforma em um belo Príncipe?
Sapo: Não menina, esse é o meu irmão, comigo é só com Sexo Oral !
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Que queres primeiro? A boa notícia ou a verdade?
A verdade, nos dias de hoje é muitas vezes adjectivada de notícia bombástica ou sarcástica, ao qual optamos por mascara-la ao jeito de uma obra plástica, silenciosa e profunda apetrechada de revolta interna. Esporadicamente e cada vez menos, quando surge um sentimento que rompe a vontade de arriscar, de tomar o certo pelo incerto, assumem-se estratégias delineadas de forma eximia que nos defendam por entre os abismos de tal exposição, pelo menos até se ter a certeza do hoje e a segurança do amanha. A Sociedade ensinou-nos bem e desde cedo que, quando se tem como crença… o respeito pela diferença o companheirismo ao invés da Hierarquia o debate ao invés da Subordinação, teremos certamente um código de conduta que será punido à base de chicote social, tortura quotidiana recheada de amargura que nos faz querer ser só mais um…por instantes….e só por instantes…
quarta-feira, 13 de julho de 2011
A simplicidade do que é bom e se esquece.
"Crie filhos em vez de herdeiros".
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete".
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela".
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama".
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas".
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?".
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas...".
"... e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / irmão / irmã.. etc.) do mundo!".
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos".
E para terminar: É bom saber o Valor das coisas ao invés do seu preço.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Sociedade que fazes,
Desagradado, transtornado, petrificado mas longe de estar contaminado. Contínuo a acreditar na nossa natureza sensível, benevolente, paciente, características ditas de antigamente.
A sociedade está consumida por atitudes perigosas infecciosas que manipulam e julgam constantemente, antes sequer de qualquer contacto, as elações são retiradas com um olhar superficial, o julgamento feito por medida e a sentença de morte atribuída antes sequer de uma simples palavra ou gesto que demonstrem o que quer que seja. O confronto, o espírito de superioridade estão adjacentes a esta sociedade mais do que o ar que respiramos.
Penso que hoje em dia a felicidade está pendente de certas e determinadas "coisas", momentâneas e nada instantâneas, actos premeditados que acabam em acções de belo prazer personalizado ao rigor de cada um.
O interesse pelo simples, o momento... o calor ternurento, onde está?
Generalizo sem querer generalizar, porque o movimento de massas foi o que originou o que vivemos hoje.
Em Resumo;
Não somos felizes e fazemos "coisas", fazemos "coisas" para ser felizes.
A sociedade está consumida por atitudes perigosas infecciosas que manipulam e julgam constantemente, antes sequer de qualquer contacto, as elações são retiradas com um olhar superficial, o julgamento feito por medida e a sentença de morte atribuída antes sequer de uma simples palavra ou gesto que demonstrem o que quer que seja. O confronto, o espírito de superioridade estão adjacentes a esta sociedade mais do que o ar que respiramos.
Penso que hoje em dia a felicidade está pendente de certas e determinadas "coisas", momentâneas e nada instantâneas, actos premeditados que acabam em acções de belo prazer personalizado ao rigor de cada um.
O interesse pelo simples, o momento... o calor ternurento, onde está?
Generalizo sem querer generalizar, porque o movimento de massas foi o que originou o que vivemos hoje.
Em Resumo;
Não somos felizes e fazemos "coisas", fazemos "coisas" para ser felizes.
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